Autor: Miguel Dominguez

Contabilidade para microempresa

wigo Gestão de microempresas 15 min de leitura

Contabilidade para microempresa: obrigações, regimes e como escolher

Menos de 10 pessoas e até 2 milhões de euros de volume de negócios — mas as obrigações mudam consoante a forma jurídica. Aqui fica o que a lei exige em cada caso e como decidir entre regime simplificado e contabilidade organizada.

Miguel Dominguez · Contabilista Certificado Atualizado a 8 de agosto de 2026

O essencial

  • Uma microempresa tem menos de 10 trabalhadores e um volume de negócios ou balanço total anual até 2 milhões de euros, conforme o Decreto-Lei n.º 372/2007.
  • As sociedades — Lda., Unipessoal, SA — estão sempre obrigadas a contabilidade organizada com contabilista certificado, desde o primeiro dia. Os empresários em nome individual só passam a organizada acima de 200 000 € de rendimentos anuais.
  • O regime de isenção de IVA do artigo 53.º aplica-se até 15 000 € de volume de negócios anual, com saída imediata aos 18 750 €.
  • Em 2026, o IRC desceu para 19 %, com taxa reduzida de 15 % sobre os primeiros 50 000 € de matéria coletável das PME.
  • A Wigo trata da contabilidade da microempresa 100 % online, com um contabilista certificado atribuído e proposta ajustada ao caso.

O que é, afinal, uma microempresa em Portugal?

Uma microempresa é a mais pequena categoria de empresa reconhecida pela lei. O critério é simples: menos de 10 pessoas ao serviço e um volume de negócios anual, ou balanço total, que não ultrapasse 2 milhões de euros. Está definido no Decreto-Lei n.º 372/2007 e na Recomendação 2003/361/CE da Comissão Europeia, e vale em qualquer país da União.

Não interessa o setor. Um café, uma consultora de uma só pessoa, uma loja online, um eletricista com recibos verdes ou uma Lda. com três sócios podem todos ser microempresas. O que muda entre eles é a forma jurídica — e é essa forma que decide as obrigações contabilísticas de cada um.

CategoriaTrabalhadoresVolume de negócios ou balanço
Microempresa< 10≤ 2 M€
Pequena empresa< 50≤ 10 M€
Média empresa< 250≤ 50 M€, ou balanço ≤ 43 M€
Critérios do Decreto-Lei n.º 372/2007 e da Recomendação 2003/361/CE.

A esmagadora maioria do tecido empresarial português cabe nesta primeira linha. Perceber onde se encaixa é o primeiro passo para saber que contabilidade é precisa.

Que obrigações contabilísticas tem uma microempresa?

Depende de duas coisas: a forma jurídica e o regime fiscal. Um empresário em nome individual com recibos verdes tem obrigações mais leves. Uma sociedade por quotas tem sempre contabilidade organizada. É aqui que nasce a maioria das dúvidas, por isso vamos por partes.

Regime simplificado ou contabilidade organizada?

O regime simplificado dispensa a contabilidade organizada. O imposto calcula-se aplicando um coeficiente fixo ao rendimento bruto, sem ter de registar e documentar cada despesa. Está reservado a quem trabalha em nome individual e fatura até 200 000 € por ano. É simples, previsível e com pouca burocracia.

Passado esse valor, a Autoridade Tributária notifica e, no ano seguinte, a atividade entra em contabilidade organizada. E há uma regra que muita gente ignora: uma sociedade — Lda., Unipessoal, SA — está obrigada a contabilidade organizada desde o primeiro dia, independentemente do que faturar. Aqui não há regime simplificado que valha, e o contabilista certificado deixa de ser opção para ser obrigação legal.

CritérioRegime simplificadoContabilidade organizada
Quem pode usarENI e recibos verdes até 200 000 €Sociedades sempre; ENI acima de 200 000 €
Cálculo do impostoCoeficiente sobre o rendimentoLucro real, receitas menos despesas
Contabilista certificadoNão obrigatórioObrigatório
Dedução de despesas reaisLimitadaTotal, se documentadas
Documentos anuaisIRS, anexo BBalanço, demonstração de resultados, IES

Qual é melhor? Não há resposta única, e convém desconfiar de quem der uma. Com poucas despesas, o simplificado costuma sair mais barato. Com margens apertadas e muitos custos dedutíveis, a contabilidade organizada pode poupar imposto — mesmo tendo de pagar um contabilista. A decisão certa depende dos números concretos do negócio.

E o IVA? O regime de isenção do artigo 53.º

Com um volume de negócios anual até 15 000 €, a atividade pode beneficiar da isenção de IVA do artigo 53.º do Código do IVA. Não se liquida IVA aos clientes nem se entrega ao Estado. Em contrapartida, também não se deduz o IVA das compras e dos investimentos. O valor de 15 000 € entrou em vigor em 2025 e mantém-se em 2026.

Aviso

A saída do regime de isenção não espera pelo ano seguinte. Se durante o ano o volume de negócios ultrapassar os 15 000 € em mais de 25 % — ou seja, os 18 750 € — a saída é imediata, e essa fatura já tem de levar IVA. Quem só dá pelo problema no fecho do exercício acumula faturas emitidas sem IVA que terão de ser regularizadas, com o imposto a sair do bolso da empresa.

Pormenor que quase ninguém explica

Uma fatura emitida ao abrigo do artigo 53.º não pode limitar-se a não mostrar IVA: tem de mencionar expressamente «IVA — regime de isenção», com o código de motivo M10 no software de faturação. Uma fatura isenta sem esta menção está formalmente incorreta, e é o género de irregularidade que só aparece em inspeção — quando já se repetiu algumas centenas de vezes.

Faturas certificadas, ATCUD e SAF-T

Aqui a lei é igual para quase todos. Quem emite faturas usa software certificado pela Autoridade Tributária. Cada documento leva um código único — o ATCUD — e um código QR. E, mensalmente, o SAF-T da faturação é comunicado à AT. É esta cadeia que garante o cumprimento das obrigações e evita coimas por omissão. Na prática, um bom programa de faturação trata disto em segundo plano, e é precisamente a parte que a contabilidade digital automatiza.

IRC, IES e Modelo 22: os impostos e declarações a cumprir

Uma sociedade em contabilidade organizada tem um calendário fiscal próprio. O lucro é tributado em sede de IRC, apurado anualmente na declaração Modelo 22, e a informação contabilística e fiscal segue depois na IES — Informação Empresarial Simplificada. No regime simplificado, o rendimento entra no IRS através do anexo B.

ObrigaçãoA quem se aplicaPeriodicidade
SAF-T da faturação (e-Fatura)Quem emite faturasMensal
Declaração periódica de IVASujeitos passivos não isentosMensal ou trimestral
Retenções e Segurança SocialEmpresas com trabalhadoresMensal
Modelo 22 (IRC)SociedadesAnual
IESContabilidade organizadaAnual
IRS — anexo BENI em regime simplificadoAnual

Sobre o IRC vale a pena reter o número novo: em 2026 a taxa geral é de 19 %, e as PME beneficiam de uma taxa reduzida de 15 % sobre os primeiros 50 000 € de matéria coletável. Para uma microempresa que começa a dar lucro, essa diferença é dinheiro que fica no negócio — desde que a contabilidade esteja organizada para o aproveitar.

Que vantagens traz uma boa contabilidade à sua microempresa?

Muitos empresários pensam que a contabilidade é só entregar faturas e receber um relatório no fim do trimestre. É uma visão curta. Bem feita, é uma ferramenta de gestão, e as vantagens vão muito além de cumprir a lei.

  • Cumprimento sem sustos — prazos, declarações e comunicações tratados a tempo, o que evita coimas que podem ir de 150 € a vários milhares.
  • Leitura da saúde financeira — a margem real, os custos fixos e variáveis, e onde o dinheiro está a escoar.
  • Planeamento fiscal — antecipar o imposto, escolher o regime certo e usar as deduções a que se tem direito, em vez de descobrir a conta no fim do ano.
  • Acesso a financiamento — contas claras e atualizadas são o que a banca e os programas de apoio pedem para libertar crédito ou fundos.
  • Tempo de volta — ao delegar as rotinas administrativas, o empresário volta a focar-se no que sabe fazer.

Não é por acaso que tantas microempresas fecham não por falta de clientes, mas por má gestão financeira. Uma contabilidade que identifica falhas e oportunidades de poupança é das formas mais acessíveis de proteger o negócio.

Quanto custa a contabilidade de uma microempresa?

É a pergunta que toda a gente faz primeiro, e a resposta honesta é: depende. Depende da forma jurídica, do regime, do número de faturas e transações por mês, de ter ou não trabalhadores e de precisar de processamento de salários.

Uma microempresa em regime simplificado, sem funcionários, dá menos trabalho contabilístico do que uma Lda. com contabilidade organizada e folha de vencimentos. O valor tem de cobrir esse trabalho, e por isso não faz sentido atirar um número ao ar. Os planos Wigo são modulares — o Basic para necessidades simples, o Pro para quem precisa de mais acompanhamento —, e a diferença entre eles está sobretudo no número de transações e de reuniões incluídas.

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O detalhe do que cada plano inclui em transações, salários e reuniões, lado a lado.

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Como escolher a contabilidade certa para a sua microempresa?

O mercado tem de tudo: gabinetes de bairro, plataformas 100 % digitais e contabilistas independentes. Antes de decidir, vale a pena passar por esta lista. Metade de respostas negativas é sinal de que se está a pagar por menos do que se merece.

Checklist antes de assinar
  • O serviço inclui um contabilista certificado responsável pelo dossiê?
  • Há acesso aos dados e documentos online, a qualquer hora?
  • A faturação, o SAF-T e o ATCUD ficam tratados automaticamente?
  • Há acompanhamento ao longo do ano, e não apenas no envio do IRS?
  • A proposta é clara quanto ao que está incluído e ao que fica de fora?
  • Chegam alertas dos prazos fiscais antes de eles vencerem?
  • É possível falar com alguém quando surge uma dúvida concreta?

Um bom serviço não se mede só pelo preço, mas pela tranquilidade que dá. A pergunta certa não é «quanto custa», é «o que é que isto me evita».

Porque é que a contabilidade digital faz sentido para uma microempresa?

Uma microempresa não tem departamento financeiro. Muitas vezes é o próprio dono a lançar faturas à noite, depois de fechar a loja. É aqui que a contabilidade online muda o jogo e torna acessível o que antes exigia estrutura.

Os documentos deixam de andar em pastas de cartão. Sobem para a cloud, ficam organizados e disponíveis onde quer que se esteja. O contabilista trabalha sobre dados atualizados, não sobre um saco de recibos entregue em fevereiro. E o empresário vê como está o negócio em tempo real, sem esperar pelo fecho do mês.

TarefaModo tradicionalCom a Wigo
Entrega de documentosEm papel, presencialFotografia ou carregamento, a qualquer hora
Acesso à informaçãoSó no horário do gabinetePainel online, 24/7
FaturaçãoPrograma à parteIntegrada e certificada
Prazos fiscaisDepende da memória do empresárioAlertas automáticos
ContabilistaMarcação de reuniãoCertificado e atribuído ao dossiê

Não é sobre substituir contabilistas por automação. É sobre libertar o contabilista do trabalho manual para ele fazer o que interessa: aconselhar.

Como começar a contabilidade da sua microempresa com a Wigo?

O arranque é mais rápido do que a maioria das pessoas imagina. Em poucos passos fica tudo a funcionar, sem interrupções na atividade.

  1. Explicar o caso

    Atividade, forma jurídica, existência ou não de funcionários. É com estes dados que se constrói uma proposta ajustada em vez de um pacote genérico.

  2. Escolher o plano

    Basic ou Pro, consoante o volume de transações e o acompanhamento necessário. Quem ainda vai constituir a empresa trata das duas coisas ao mesmo tempo.

  3. Ativar a plataforma

    Acesso ao software de faturação certificado e ao painel, com o contabilista certificado já atribuído ao dossiê.

  4. Enviar os documentos

    Fotografar ou carregar as faturas. Lançamentos, SAF-T e obrigações correm em segundo plano.

  5. Acompanhar o negócio

    Números atualizados no painel e alertas dos prazos antes de eles vencerem.

Contabilidade de microempresa sem tempo perdido em papelada

Software de faturação certificado, painel com os números atualizados e um contabilista certificado responsável pelo dossiê.

Perguntas frequentes

Uma microempresa é obrigada a ter contabilista?

Depende da forma jurídica. Uma sociedade — Lda., Unipessoal, SA — tem sempre de ter contabilista certificado, porque está obrigada a contabilidade organizada. Um empresário em nome individual no regime simplificado não é obrigado, mas ganha em ter apoio para não falhar prazos nem deduções.

Qual é a diferença entre regime simplificado e contabilidade organizada?

No simplificado, o imposto calcula-se por um coeficiente sobre o rendimento, sem contabilidade completa, e só está disponível para trabalhadores independentes até 200 000 €. Na contabilidade organizada tributa-se o lucro real e é obrigatório um contabilista certificado. As sociedades usam sempre este segundo regime.

A minha microempresa tem de pagar IVA?

Se o volume de negócios anual não passar dos 15 000 €, pode ficar isenta ao abrigo do artigo 53.º do Código do IVA. Acima desse limite — ou logo que o ultrapasse em mais de 25 % durante o ano, isto é, 18 750 € — passa a liquidar e a entregar IVA ao Estado.

Quanto paga uma microempresa de IRC em 2026?

Uma sociedade é tributada à taxa geral de IRC de 19 % em 2026. Sendo PME, beneficia de uma taxa reduzida de 15 % sobre os primeiros 50 000 € de matéria coletável. O apuramento faz-se na declaração Modelo 22, com base na contabilidade organizada.

Posso mudar de contabilista para um serviço digital?

Sim, e é mais simples do que parece. Comunica-se a mudança, assina-se um novo contrato e o novo contabilista trata da recolha dos dados e da transição, sem perder o histórico nem falhar obrigações.

Preciso de perceber de contabilidade para usar a Wigo?

Não. A parte técnica é do contabilista certificado. Ao empresário basta carregar os documentos e consultar os relatórios num painel feito para quem não é da área.

Recursos e fontes oficiais

Miguel Dominguez

Wigo

Contabilista Certificado (OCC n.º 18228). Acompanha a contabilidade e a fiscalidade de microempresas e trabalhadores independentes em Portugal.

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Uma proposta feita à medida da sua microempresa

Envia os dados do negócio, um contabilista certificado analisa o caso e devolve uma proposta ajustada. Sem compromisso.

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Contabilidade digital

wigo Obrigações fiscais 11 min de leitura

Contabilidade digital: o que é, obrigações em 2026 e para quem faz sentido

O papel sai, o software certificado entra — e o valor legal não muda. Aqui ficam as regras em vigor este ano, o prazo de 2027 que muitos vão descobrir tarde e como saber se o modelo serve ao seu negócio.

Miguel Dominguez · Contabilista Certificado Atualizado a 8 de agosto de 2026

O essencial

  • A contabilidade digital troca o papel e as deslocações por um arquivo digital e por software de faturação certificado pela Autoridade Tributária, mantendo exatamente o mesmo valor legal.
  • Em vigor em 2026: ATCUD e código QR nas faturas, e comunicação mensal do SAF-T (PT) da faturação à AT.
  • As faturas em PDF valem como fatura eletrónica até 31 de dezembro de 2026. A partir de 1 de janeiro de 2027 passa a exigir-se assinatura eletrónica qualificada ou formato estruturado.
  • O SAF-T da contabilidade foi adiado para os exercícios de 2027 e 2028 — há margem para preparar processos sem pressa.
  • Serve PME, microempresas, ENI, freelancers e startups que querem acompanhar o negócio em tempo real e poupar horas de trabalho administrativo.

O que é a contabilidade digital e o que muda para a sua empresa?

A contabilidade digital é o registo, a classificação e a análise das transações financeiras de uma empresa feitos através de plataformas online, em vez de pastas e documentos em papel. As faturas de compras e de vendas entram por envio eletrónico, ficam num arquivo digital pesquisável e são lançadas com apoio de automação. O contabilista certificado continua no centro do processo; o que muda é a forma como a informação circula.

Na prática, deixam de existir caixas de talões e deslocações mensais para entregar documentos. Passa a ver-se, quase em tempo real, se a empresa dá lucro ou prejuízo, e a decidir com base em mapas e demonstrações atualizados. É essa proximidade com os números que distingue um negócio gerido de um negócio conduzido às cegas.

Não é só digitalizar papel

Contabilidade digital não é «tirar fotografias às faturas». A digitalização é o primeiro passo, mas o valor está no que vem depois: classificação automática, conciliação bancária, controlo de prazos e relatórios que sustentam decisões. Transformar esses dados em respostas úteis é o trabalho; arrumar registos é apenas a condição para o fazer.

Contabilidade digital ou tradicional: qual escolher?

A contabilidade tradicional assenta em documentos físicos, registos manuais e atendimento presencial. Funciona, mas é lenta e mais exposta a erros. A versão digital resolve os mesmos problemas com menos fricção.

CritérioDigitalTradicional
DocumentaçãoArquivo digital, pesquisávelPapel, em pastas físicas
Envio de documentosOnline, sem deslocaçõesEntrega presencial ou por correio
Acesso à informaçãoEm tempo real, remotoLimitado ao fecho do mês
Classificação e lançamentosApoiados por automaçãoManuais, mais demorados
Risco de erroReduzido, com validaçõesMaior, por transcrição manual
Conformidade ATCUD, QR e SAF-TIntegrada no softwareDepende de controlo manual

Para muitos empresários em nome individual e microempresas, processos simples resolvem-se bem em qualquer dos dois modelos. À medida que o volume de faturas cresce, o digital deixa de ser uma opção e passa a ser a forma de não afundar a operação em burocracia.

Que obrigações legais tem de cumprir em Portugal em 2026?

É a parte que gera mais dúvidas, e onde vale a pena ser exato. Estas são as regras em vigor em Portugal — sem confusões com o que se aplica noutros países.

ObrigaçãoO que exigeSituação em 2026
Software certificadoEmitir faturas em programa certificado pela ATEm vigor
ATCUD e código QRCódigo único de documento e QR em cada faturaEm vigor
SAF-T (PT) da faturaçãoComunicação dos elementos de faturação à ATEm vigor, mensal
Faturas em PDFPDF aceite como fatura eletrónica para efeitos fiscaisVálido até 31/12/2026
Assinatura eletrónica qualificadaAssinatura qualificada ou formato estruturadoA partir de 01/01/2027
SAF-T da contabilidadeFicheiro estruturado da contabilidade entregue à ATAdiado para os exercícios de 2027 e 2028
Faturação ao Estado (B2G)Fatura eletrónica no formato CIUS-PT (UBL 2.1)Em vigor para quem fatura entidades públicas
Situação das obrigações de faturação e contabilidade digital à data de atualização deste artigo.
Aviso

O regime de transição do PDF termina a 31 de dezembro de 2026. A partir de 1 de janeiro de 2027, uma fatura em PDF sem assinatura eletrónica qualificada deixa de ser uma fatura eletrónica válida para efeitos fiscais — com o risco de o cliente não poder deduzir o IVA e de a operação ser corrigida em inspeção. A adaptação faz-se com meses de antecedência, não na véspera.

IVA: as taxas que continuam a valer

Nada disto altera as taxas de IVA. No continente mantêm-se os 23% de taxa normal, 13% de intermédia e 6% de reduzida. A escolha da taxa certa por produto ou serviço continua a ser um dos pontos onde o acompanhamento de um contabilista certificado evita coimas.

Taxa de IVA (continente)PercentagemExemplos típicos
Normal23%Maioria dos bens e serviços
Intermédia13%Alguns produtos alimentares, restauração
Reduzida6%Bens essenciais, livros, medicamentos

Quais são as vantagens da contabilidade digital para o seu negócio?

As vantagens não são abstratas. Traduzem-se em horas recuperadas, menos erros e decisões mais rápidas.

  • Poupança de tempo — sem deslocações e sem separar papel, o envio de documentos passa a ser um gesto de segundos.
  • Menos custos administrativos — menos consumíveis, menos espaço de arquivo e menos horas de trabalho manual.
  • Acesso em tempo real — mapas, contas correntes e demonstrações consultáveis a qualquer momento, de qualquer dispositivo.
  • Mais rigor — a classificação apoiada por automação reduz erros de transcrição e cruza faturas com a conciliação bancária.
  • Previsibilidade — com alertas de prazos, evitam-se esquecimentos que se pagam caro à Autoridade Tributária.

O ganho maior é de gestão. Quando os números estão sempre à mão, o empresário deixa de reagir e começa a antecipar.

Como funciona a contabilidade digital na prática? Componentes essenciais

A contabilidade digital funciona como um conjunto de peças que encaixam. Cada uma resolve uma parte do fluxo, do momento em que se emite uma fatura até à declaração fiscal.

O software de faturação certificado

É o coração do sistema. Um software certificado pela Autoridade Tributária emite faturas com ATCUD e código QR, comunica os dados por SAF-T e alimenta automaticamente o e-Fatura, mantendo tudo dentro da lei. Na Wigo, a ferramenta é fornecida e configurada como parte da prestação de serviços.

O arquivo digital e a gestão documental

Todas as faturas de compras e vendas ficam num arquivo organizado por tipo e por data. A pesquisa é imediata, o acesso é remoto e nada se perde. É, para a maioria das empresas, o primeiro alívio real face ao método antigo.

A conciliação bancária e a automação

A conciliação bancária cruza automaticamente os movimentos da conta com as faturas lançadas, sinalizando o que falta. Menos digitação manual, menos peças em falta no fecho do mês. A parte repetitiva fica com as ferramentas; a equipa concentra-se no controlo e na análise.

Os relatórios de gestão

Os dados só valem se forem lidos. Relatórios de gestão comercial, mapas de vendas e demonstrações de resultados mostram, mês a mês, onde está o lucro e onde há desperdício. É a diferença entre ter contabilidade para cumprir e ter contabilidade para decidir.

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Software de faturação certificado, arquivo digital e acompanhamento de um contabilista certificado — o detalhe de cada plano, lado a lado.

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A contabilidade digital é segura? RGPD e arquivo digital

A segurança é uma pergunta legítima, sobretudo quando os documentos deixam a gaveta e passam para a nuvem. A resposta está no cumprimento do RGPD e em boas práticas técnicas.

Os dados financeiros são tratados ao abrigo do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados, com acessos controlados, cópias de segurança e cifra. Um arquivo digital bem gerido é mais seguro do que uma pasta física, que pode arder, molhar-se ou perder-se numa deslocação. E a empresa tem direito a saber, a todo o momento, onde estão os seus documentos e quem lhes acede.

O que exigir ao prestador em matéria de dados
  • Consentimento e finalidade do tratamento definidos por escrito
  • Acessos por perfil, para que cada pessoa veja apenas o que lhe compete
  • Cópias de segurança automáticas e redundância dos ficheiros
  • Registo de quem consultou ou alterou cada documento
  • Possibilidade de exportar o arquivo completo a qualquer momento

Para quem serve a contabilidade digital?

Serve praticamente qualquer negócio, mas o encaixe é diferente consoante a fase e a atividade.

PerfilPorque faz sentido
Freelancers e ENIPoucos documentos, mas obrigações a cumprir; ganha simplicidade e evita esquecimentos
MicroempresasReduz trabalho administrativo e dá visibilidade do lucro real sem contratar mais pessoal
PME em crescimentoSuporta mais volume de faturas sem perder controlo nem prazos
StartupsPrecisa de dados rápidos para reportar a sócios e investidores; o tempo real é decisivo
Restauração e comércioMuitos documentos diários; a automação e o código QR poupam horas todos os meses

Quem está a abrir empresa ganha em começar já em digital, para não ter de mudar processos mais tarde. E, sendo tudo online, o serviço funciona igual em qualquer ponto do país.

Como mudar de contabilista para uma solução digital?

Mudar assusta mais do que devia. Com método, a transição faz-se sem interrupções e sem perder histórico. Os passos estão detalhados no guia sobre contabilidade online; aqui fica o que é preciso reunir.

  1. Reunir os acessos

    Portal das Finanças e Segurança Social Direta. Sem eles, nada avança no dia da transição.

  2. Definir a data de corte

    Que mês fecha com quem. É a decisão que evita um período de IVA repartido entre dois responsáveis.

  3. Exportar o histórico

    Arquivo digital e ficheiros contabilísticos do ano em curso, mais as tabelas de clientes, fornecedores e produtos.

  4. Validar o software de faturação

    Confirmar que é certificado pela AT e que gera ATCUD e código QR. É o ponto que trava mais migrações.

  5. Alinhar na reunião inicial

    Quem trata das comunicações à AT no mês de transição, e com que prazos.

Pormenor que quase ninguém explica

O SAF-T da contabilidade — que não se confunde com o da faturação, esse já mensal e em vigor — foi adiado para os exercícios de 2027 e 2028. Na prática, a entrega só acontece nos anos seguintes a esses exercícios. Muita comunicação comercial trata as duas obrigações como se fossem a mesma coisa e vende urgência onde ainda há margem; convém saber distinguir antes de assinar seja o que for.

O momento mais confortável para mudar é o início do ano ou do trimestre, para fechar um período completo com o contabilista anterior.

Quanto custa a contabilidade digital?

O valor depende de fatores concretos: o número de faturas por mês, o regime de IVA, a atividade e a existência ou não de processamento de salários. Por isso não há preço de tabela nem número fixo que sirva a todos — os honorários de um contabilista certificado são fixados livremente, por acordo, e a OCC não publica tarifário.

O que se pode garantir é a transparência: uma proposta clara, sem custos escondidos, ajustada ao que a empresa precisa e não a um pacote genérico. Os planos Wigo são modulares — o Basic para necessidades contabilísticas simples, o Pro para quem precisa de mais acompanhamento —, e a diferença entre eles está sobretudo no número de transações e de reuniões incluídas.

Passe a digital sem sobressaltos no mês da transição

Software certificado, arquivo digital e um contabilista certificado que assume a responsabilidade técnica desde o primeiro lançamento.

Perguntas frequentes

A contabilidade digital é legal e aceite pela Autoridade Tributária?

Sim. Assenta em software de faturação certificado pela Autoridade Tributária e num arquivo digital dos documentos, ambos plenamente reconhecidos. O que muda é o suporte: em vez de papel, os documentos circulam em formato eletrónico, com o mesmo valor legal.

As faturas em PDF continuam válidas em 2026?

Sim. As faturas em PDF são aceites como faturas eletrónicas para efeitos fiscais até 31 de dezembro de 2026. A partir de 1 de janeiro de 2027, uma fatura eletrónica passa a exigir assinatura eletrónica qualificada ou o formato estruturado equivalente.

O que são o ATCUD e o código QR numa fatura?

O ATCUD é o código único de documento que identifica cada fatura junto da Autoridade Tributária. O código QR é a versão legível por leitor ótico dessa informação. Ambos são obrigatórios nas faturas emitidas por software certificado.

Já sou obrigado a entregar o SAF-T da contabilidade?

O SAF-T (PT) da faturação já é uma obrigação mensal em vigor. O SAF-T da contabilidade foi adiado, com aplicação prevista para os exercícios de 2027 e 2028, pelo que só é entregue nos anos seguintes a esses exercícios.

Como funciona a faturação eletrónica ao Estado (B2G)?

Quem fatura a entidades públicas emite fatura eletrónica no formato estruturado CIUS-PT, baseado em UBL 2.1, transmitida pelos canais oficiais do Estado. É diferente da faturação entre empresas e exige software preparado para o efeito.

Posso mudar de contabilista sem perder o histórico?

Sim. A mudança faz-se com a transferência do arquivo digital e dos ficheiros contabilísticos, sem interrupção das obrigações fiscais. O novo contabilista certificado assegura a continuidade dos lançamentos e das declarações.

Recursos e fontes oficiais

Miguel Dominguez

Wigo

Contabilista Certificado (OCC n.º 18228). Acompanha a contabilidade e a fiscalidade de microempresas e trabalhadores independentes em Portugal.

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Uma proposta construída sobre os seus números

Envia os dados do negócio, um contabilista certificado analisa o caso e devolve uma proposta ajustada. Sem compromisso.

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Contabilidade online: o que é e como funciona para a sua empresa

wigo Contabilidade digital 12 min de leitura

Contabilidade online: como funciona e para quem serve em Portugal

A mesma contabilidade de sempre, tratada à distância por um contabilista certificado. Aqui fica o que muda no dia a dia, o que a lei exige em 2026 e como escolher sem se enganar.

Miguel Dominguez · Contabilista Certificado Atualizado a 8 de agosto de 2026

O essencial

  • A contabilidade online é feita à distância por um contabilista certificado inscrito na OCC, com software na cloud, ficheiros digitais e informação financeira em tempo real.
  • Três coisas diferentes que se confundem: o contabilista online (o profissional), o serviço de contabilidade online (o acompanhamento) e o software de faturação certificado (a ferramenta). Só o primeiro assina as declarações.
  • A fatura em PDF vale como fatura eletrónica até 31 de dezembro de 2026. A partir de 1 de janeiro de 2027 passa a exigir-se assinatura eletrónica qualificada.
  • Serve sociedades (Lda., SA), trabalhadores independentes, ENI e microempresas que querem gestão simples, prazos cumpridos e menos papel.
  • A Wigo trata da parte técnica com um contabilista certificado e uma plataforma digital, e apresenta uma proposta ajustada ao caso concreto.

O que é a contabilidade online e como funciona?

A contabilidade online é a mesma contabilidade de sempre, tratada à distância. Um contabilista certificado inscrito na Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC) trata das obrigações fiscais da empresa, mas em vez de pastas e deslocações usa software na cloud e comunicação digital. A empresa carrega os documentos numa plataforma, o profissional lança, analisa e entrega, e ambos veem a mesma informação financeira em tempo real.

Na prática, muda o meio, não a responsabilidade. As declarações continuam a ser assinadas por um profissional certificado, porque a lei não permite outra coisa. O que se ganha é acesso permanente às contas do negócio, um arquivo digital pesquisável e menos horas perdidas a organizar papel. É esse o objetivo: informação útil para decidir, sem a burocracia do modelo tradicional.

O ponto de partida costuma ser uma reunião inicial, onde se define o regime fiscal, os prazos e a forma de trabalhar. A partir daí, o acompanhamento é contínuo, com esclarecimentos ao longo do ano e relatórios que medem o desempenho da empresa.

Contabilista online, serviço e software: qual é a diferença?

Há três conceitos que se confundem com frequência, e distingui-los evita más decisões.

ConceitoO que éO que faz — e não faz
Contabilista onlineO profissional certificado inscrito na OCCInterpreta a lei, aconselha e assina as declarações. É insubstituível.
Serviço de contabilidade onlineO acompanhamento contínuo prestado à distânciaTrata de lançamentos, obrigações fiscais, salários e consultoria financeira.
Software de faturação certificadoA ferramenta que emite faturas e recibosAutomatiza o registo, mas não interpreta legislação nem substitui o contabilista.

Um programa de faturação, por muito completo que seja, não aconselha sobre otimização fiscal nem responde a uma notificação da Autoridade Tributária. Essa parte é humana, e é ela que dá valor ao serviço.

Para quem serve a contabilidade online?

A resposta depende do regime fiscal e da estrutura do negócio. Serve praticamente todos os perfis, mas por motivos diferentes.

Sociedades por quotas e sociedades anónimas

As Lda. e as SA são obrigadas por lei a ter um contabilista certificado responsável pela escrituração. Não há exceções. Para estas empresas, a contabilidade online é sobretudo uma questão de eficiência: mesma obrigação legal, execução mais rápida e acesso a relatórios de gestão sem esperar pelo fecho do exercício.

Trabalhadores independentes e ENI

Para o trabalhador independente, a obrigatoriedade depende do regime. Quem está no regime simplificado e fatura até 200.000 € anuais pode gerir a própria contabilidade, embora um profissional evite erros que custam caro. Acima desse limite, a contabilidade organizada é obrigatória e exige contabilista certificado. Mesmo abaixo, contratar compensa quando há IVA, retenções na fonte ou dúvidas sobre deduções.

Microempresas e negócios em crescimento

Para a microempresa, o valor está no tempo. Delegar a parte administrativa liberta o empresário para trabalhar no negócio em vez de trabalhar para a papelada. À medida que o negócio cresce, o acompanhamento próximo ajuda a medir a saúde financeira e a sustentar o crescimento sem sustos fiscais.

Que serviços inclui a contabilidade online?

Os serviços variam com o perfil do cliente, mas um serviço de contabilidade online sério cobre, tipicamente, estas áreas.

ServiçoO que trata
Obrigações fiscaisIRS Categoria B, IRC e IVA dentro dos prazos legais
Recibos verdesEmissão, retenções na fonte e contribuições para a Segurança Social
Finanças e Segurança SocialInício de atividade, alteração de CAE, mudança de regime, declarações
Processamento de saláriosVencimentos, recibos e comunicações mensais dos colaboradores
Conciliação bancáriaLigação dos movimentos da conta empresarial aos lançamentos contabilísticos
Relatórios e consultoriaBalanço, demonstração de resultados e análise para apoiar decisões

A esta base juntam-se as ferramentas do dia a dia: acesso a um software de faturação certificado, um arquivo digital onde cada documento fica arrumado e pesquisável, e a conciliação bancária que evita horas de trabalho manual. Tudo integrado, tudo na cloud, tudo em conformidade com o RGPD.

Como funciona a fatura eletrónica em Portugal em 2026?

É aqui que muitos negócios ainda tropeçam, por isso vale a pena ser claro. A Autoridade Tributária empurra o país para o digital há anos, e há regras concretas a cumprir já em 2026: as faturas têm de ser emitidas por software certificado pela AT, que gera automaticamente o ATCUD — o código único do documento — e o respetivo código QR. Os dados são comunicados à AT através do ficheiro SAF-T, que resume as operações da empresa num formato normalizado.

PrazoO que muda
Já em 2026ATCUD e código QR obrigatórios; comunicação por SAF-T
Até 31/12/2026Fatura em PDF aceite como fatura eletrónica
A partir de 01/01/2027Exigida assinatura eletrónica qualificada na fatura eletrónica
Calendário da fatura eletrónica em Portugal, segundo as regras em vigor à data de atualização deste artigo.
Aviso

A tolerância do PDF acaba a 31 de dezembro de 2026. Quem emite faturas em PDF sem assinatura eletrónica qualificada a partir de 1 de janeiro de 2027 emite documentos que a AT não reconhece como fatura eletrónica — com o risco de o cliente não poder deduzir o IVA e de a operação ser corrigida em inspeção. A adaptação faz-se com meses de antecedência, não na véspera.

No IVA, mantêm-se as três taxas do continente: 23% normal, 13% intermédia e 6% reduzida. Quem trabalha com um serviço de contabilidade online não tem de decorar isto: o software já vem parametrizado e o contabilista certifica-se de que cada operação entra na taxa certa.

Contabilidade online ou gabinete tradicional: o que muda?

A escolha depende menos do preço e mais do perfil do negócio e da forma como se prefere trabalhar. O modelo tradicional continua a fazer sentido para quem valoriza a relação presencial; o online ganha em acesso, rapidez e transparência.

CritérioOnlineGabinete tradicional
DocumentaçãoArquivo digital na cloudPapel e pastas físicas
Acesso à informaçãoPermanente, de qualquer lugarNo horário e no local do gabinete
ComunicaçãoEmail, videochamada, plataformaPresencial ou telefónica
AcompanhamentoContínuo, com dados em tempo realSobretudo no fecho de períodos
Perfil idealIndependentes, microempresas e PME digitaisEmpresas com operações muito específicas

Nenhum modelo é melhor em absoluto. O que importa é que o profissional esteja inscrito na OCC, conheça o setor do cliente e use ferramentas que facilitem a partilha de informação. A Wigo aposta no digital porque é o que devolve mais tempo e controlo ao empresário.

Como mudar de contabilista para um serviço online?

Mudar de contabilista é mais simples do que a maioria pensa, e pode fazer-se em qualquer altura do ano. A migração é, quase sempre, transparente para o negócio.

  1. Avaliar o que precisa

    Listar as obrigações fiscais, o volume de documentos e os serviços usados hoje. É esta lista que permite comparar propostas sobre a mesma base.

  2. Escolher o novo parceiro

    Confirmar a inscrição na OCC e o seguro de responsabilidade civil profissional, e esclarecer as dúvidas numa reunião inicial.

  3. Comunicar ao contabilista atual

    Pedir os elementos contabilísticos e os acessos necessários. A documentação pertence à empresa: é um direito, não um favor.

  4. Assinar o novo contrato

    Fica definido o âmbito do serviço, os prazos e a forma de trabalhar. É o documento que se invoca se algo correr mal.

  5. Deixar a migração ao novo parceiro

    A transferência dos dados e o acesso à informação fiscal no Portal das Finanças são tratados pelo novo contabilista.

Pormenor que quase ninguém explica

A substituição só produz efeitos quando fica registada no Portal das Finanças: o contabilista anterior tem de cessar funções antes de o novo poder ser associado à empresa. Enquanto esse movimento não acontece, o contrato novo está assinado mas ninguém consegue submeter nada em nome da empresa — e os prazos legais continuam a correr na mesma.

Checklist
  • O contabilista está inscrito na OCC, com quotas regularizadas e seguro ativo?
  • O software de faturação é certificado pela AT e gera ATCUD e código QR?
  • Existe arquivo digital pesquisável e conciliação bancária integrada?
  • A plataforma cumpre o RGPD, com encriptação e autenticação de dois fatores?
  • O acompanhamento é contínuo, com esclarecimentos ao longo do ano?
  • Há experiência no setor de atividade da empresa?
  • A proposta é clara quanto ao que está incluído e ao que fica de fora?

Quanto custa e como escolher a contabilidade online?

Os honorários de um contabilista certificado são fixados livremente, por acordo entre profissional e cliente. A OCC, entidade que regula a profissão, não publica tabela de preços. O valor depende do regime fiscal, do volume de transações, do número de colaboradores, do setor e da periodicidade do IVA, entre outros fatores.

Por isso não faz sentido anunciar um número solto: seria enganador. O caminho certo é analisar o negócio e apresentar uma proposta ajustada. Os planos Wigo estão construídos de forma modular — o Basic para quem tem necessidades contabilísticas simples, o Pro para quem precisa de mais acompanhamento — e a diferença entre eles está sobretudo no número de transações e de reuniões incluídas.

Comparar antes de decidir

Os dois planos Wigo lado a lado, com o que cada um inclui em transações, salários e reuniões.

Ver os planos

Contabilidade online com um contabilista certificado por trás

Uma plataforma na cloud, um profissional inscrito na OCC e uma proposta construída sobre os números reais do seu negócio.

Perguntas frequentes

A contabilidade online é igual à contabilidade tradicional?

É a mesma contabilidade, com a mesma validade legal. Muda a forma de trabalhar: os documentos vivem na cloud, a comunicação é digital e a informação financeira está disponível em tempo real. As declarações continuam a ser assinadas por um contabilista certificado inscrito na OCC.

Um contabilista online é o mesmo que um software de contabilidade?

Não. O software automatiza tarefas como emitir faturas ou registar movimentos, mas não interpreta legislação nem assina os documentos que a lei exige. Essas funções são exclusivas de um profissional certificado. O ideal é ter os dois a trabalhar em conjunto.

Preciso de contabilista sendo trabalhador independente?

Depende do regime. No regime simplificado até 200.000 € anuais pode gerir a própria contabilidade, embora seja recomendável apoio para evitar erros. Acima desse valor, a contabilidade organizada é obrigatória e exige contabilista certificado.

É seguro enviar os meus documentos online?

É, desde que a plataforma cumpra padrões sérios: encriptação, autenticação de dois fatores e conformidade com o RGPD. O arquivo digital fica acessível a qualquer hora e devidamente protegido.

Posso mudar de contabilista a meio do ano?

Pode. Comunica-se ao contabilista atual, assina-se um novo contrato e o novo parceiro trata da migração dos dados e dos acessos. A transição costuma ser transparente para o dia a dia da empresa.

Quanto custa a contabilidade online?

Não há tabela oficial. O valor depende do regime, do volume de documentos, dos colaboradores e dos serviços incluídos. Os planos Wigo são modulares e a proposta é construída sobre os números reais da empresa.

Recursos e fontes oficiais

Miguel Dominguez

Wigo

Contabilista Certificado (OCC n.º 18228). Acompanha a contabilidade e a fiscalidade de microempresas e trabalhadores independentes em Portugal.

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